quarta-feira, 21 de março de 2012

Isabel Angella


47anos
Curitibanos -SC

3 motivos para se corresponder

1. Valorizar pessoas q por alguma razão nao tem comunicação a nao ser por carta;
2.Conversar com alguém num momento q disponibiliza ao invés de conversar com uma e ocupa o tempo dela escrevo uma q acho muito mais interessante
3.Trocar msg,presentes,selos,conhecer outras culturas escrevendo para pessoas de outras regioes
acho ótimo escrevo carta desde 1994


Deseja trocar cartas com esta pessoa?
Envie um e-mail para ele(a) com assunto: Desejo trocar cartas com você


2 comentários:

F.C. disse...

Querida amiga. Pausa. Primeiro, ouso usar a expressão “querida amiga” sem a conhecer. É certo que dirigirmo-nos a alguém que desconhecemos com esta cordialidade intrusiva carrega alguma estranheza e, visto de outro ângulo, algum atrevimento. Mas, cara amiga (faço agora uma pequena derivação no trato, amenizando-o), gostei de a ouvir clamar por cartas. Por razões agora e aqui insondáveis (que me escuso pois de as explicar), eu sou, em certo sentido, um aficionado de epístolas. Em geral, troco a minha correspondência com pessoas concretas de quem tenho conhecimento direto. No entanto, esta pequena mensagem leva o cunho da exceção: é suficiente alguém invocar a troca de correspondência para gerar a minha simpatia, nestes tempos em que se trocam muitas palavras, mas não cartas propriamente, pois estas fazem supor uma mediação, uma reflexão que o diálogo direto por vezes não proporciona. E foi esta quase empatia difusa que me fez escrever até aqui, calculando a inconsequência desta abordagem esparsa. Não tenho selos ou quaisquer outros artigos que possa trocar contigo. Não. Quando disse lá atrás que gostei de te “ouvir” ansiar (reparaste que também alterei o registo para “tu” e cometi a violência de dizer que “anseias”), foi uma força de expressão, como se momentaneamente imaginasse alguém a falar, como se eu traduzisse em voz um escrito. Estás longe, noutro hemisfério. Talvez isso seja, ou por isso mesmo seja, uma vantagem propícia ou de feição para as cartas: entre imaginar as alterações produzidas numa pessoa que não vemos há muito tempo e com quem nos correspondemos e uma pessoa que nunca conhecemos ou vimos vai uma distância, mas somente de grau. Botamos nas pessoas uma imagem, características, formas, sons, silhuetas – baseadas exclusivamente em palavras ou frases, em texto - e eis-nos aptos a cambiar de plenos pulmões e como de viva voz cartas, como se de dois amigos se tratassem. Por isso, querida amiga, esta não é uma carta ao mundo, mas para ti, que, acidentalmente, te interpuseste no meu caminho. É vaga, é verdade. É mascarada, talvez. Mas é só para ti. Uma saudação com o desejo de que recebas muitas cartas e que te sejam benéficas (poderiam ser prejudiciais?). Ainda que não possas saber, deixo aqui algo de mim, nada de crucial, claro. Prossegue com elas, as cartas; entrega-as a terceiros, que eles mudam, e assim também tu, para melhor.

Fernando Castro

Frann disse...

Oi gente! Quem gostaria de fazer trocas de cartinhas,mimos e lógico amizades...eu qro mto.

frannloffler@gmail.com